quinta-feira, 11 de agosto de 2011

PODE HAVER RELAÇÃO ENTRE ESPORTE E FÉ?


Seminário em Roma discute a questão
ROMA, sexta-feira, 6 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- “Que diferença faz Deus no mundo do esporte?”. Esta foi a pergunta que o cardeal Stanislaw Rylko lançou hoje de manhã durante uma conferência sobre o esporte, a fé e a evangelização.
O presidente do Pontifício Conselho para os Leigos interveio durante a introdução ao seminário “Esporte, educação e fé, uma nova estação do movimento desportivo católico”, evento organizado por esse dicastério até este sábado.
O purpurado mostrou em sua conferência algumas visões erradas da prática desportiva: aquela que representa uma ameaça para a fé porque invade os tempos de oração e estudo ou também a que se reduz só a uma oportunidade para o lucro, o poder e a fama.
“São poucos os que estão verdadeiramente convencidos de que existe um laço entre esporte e espiritualidade”, assegurou o cardeal.
O purpurado assinalou também que alguns textos do Concílio Vaticano II, assim como do magistério dos últimos pontífices, referem em diversas ocasiões à importância desta prática para cultivar as virtudes humanas, fortificar o ânimo e o corpo, viver a exigência física e estabelecer relações fraternas no meio do esporte e do trabalho em equipe.
Indicou que estas linhas de orientação “são fundamentais para uma prática esportiva que aponte para a formação da pessoa, bem seja sob o perfil de corporalidade ou sob o perfil da inteligência e da consciência moral e religiosa”.
Para que estes aspectos não fiquem desprezados, destacou a importância do papel das associações esportivas católicas e a promoção de um pacto educativo entre estas e a família.
Formação dos educadores
O cardeal exortou os dirigentes e educadores esportivos a que “sejam capazes de elaborar projetos pedagógicos voltados a desenvolver os componentes culturais, sociais e morais do esporte e que tenham a paixão, o espírito de gratuidade e a dedicação necessária para realizá-los”.
Indicou também como o esporte pode se converter assim em ferramenta que ajude a orientar a vida dos jovens: “coloca objetivos e motivações a tantos jovens que em nossos dias vivem em situação de solidão, desorientação, sobretudo por causa da desintegração das famílias”.
A dimensão comunitária, a colaboração, a amizade e a solidariedade são valores que se podem cultivar dentro de uma prática esportiva, que representa “um antídoto para o individualismo que marca o mundo contemporâneo”. 
Valores que o homem, sendo criado para o encontro, quer esquecer. “Sua primeira relação é com Deus e só graças ao reconhecimento de que Deus existe ele pode relacionar-se com os outros”, disse o purpurado.
Indicou ainda que não se pode falar de “esporte católico”, tampouco se pode dizer que o cristianismo não tem nada a dizer ao esporte.
“As associações esportivas católicas, as paróquias, os oratórios, os entes que trabalham neste âmbito e são animados por princípios cristãos devem trabalhar para elaborar uma pastoral apta às inquietudes dos esportistas, para promover um esporte que acredite nas condições de uma vida rica de esperança”, sublinhou o cardeal Rylko.

R E L I G I Ã O - 4

A IGREJA DE DE CRISTO NA HISTÓRIA DOS HOMENS (4)

Paulo de Tarso

Nasceu os primeiros anos do séc. I em Tarso na Cilícia. Terminou os estudos em Jerusalém com o famoso Mestre Gamaliel. Saule é um hebreu da tribo de Beijamim e um profundo conhecedor e observador da Lei (Fil 3,5).
Cidadão romano pertence à diáspora grega.
Escrupuloso e rígido em matéria de crença torna-se um dos feroces perseguidores dos cristãos helenistas, caçados pela capital Jerusalém. A caminho de Damasco,  onde pretendia acabar com a comunidade cristã, ali fundada foi acometido por um misteriosos fenômeno que mudou sua vida. Derrubado do cavalo por uma força invizvel ouviu a voz de Cristo e o viu no Templo. Este fato na estrada de Damasco mudou-lhe completamente a vida. Tornou-se então o grande Apóstolo dos gentíos. Vai porque eu te enviarei para longe, entre os pagãos (At 22,21).
Essa missão recebida diretamente de Cristo o torna sem dúvida um de seus Apóstolos. Logo mais, Paulo compreenderá que a morte e ressusreição de Jesus escanteou, superou a Lei.  Cristo veio quebrar os grilhões que aprisionavam o homem e o afastavam de Deus. Todos estão em Cristo capacitados de chegarem a Deus, de viverem com Ele. Não só os judeus, mas todos os povos e raças, circuncisos e incircumsisos. Não há mais nem grego ou judeu, circumsisãoou incircumcisão, bárbaro ou Cita, escravo ou livre, mas somente Cristo que é tudo em todos (Col 3,11).

Os helenistas
Os judeus cristãos de lingua grega (helenistas) que se dispersaram para Alexandria, após a morte de Estêvao, pregaram ali o Evangelho. Já dissemos que eram críticos em relação à Lei e ao Templo. Na grande cidade egípcia muitos acolheram a mensagem, formando na costa mediterrânica um forte centro. Diversos convertidos também entre os pagãos. Foi precisamente naquela cidade que os discipulos de Jesus começaram a serem denominados de Cristãos.  A recepção aos discípulos de Cristo foi tamanha que a comunidade  de Jerusalém achou por bem enviar a Alexandria Barnabé e Paulo (At 11,26),  Na ilha de Chipre os dois emisarios de Jerusalém converteram outros pagãos inclusive o procónsul romano Sérgio Paulo. Barnabé e Paulo não se contentaram apenas com Alexandria e Chipre. Adentraram outras regiões da costa meridional da Ásia Menor como Perge e Átalo. Chegaram ao interior em Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra, Derbe. Interessante saber que entre judeus e pagãos, estes acolheram melhor os enviados de Cristo.

Problemas em Antioquia
Ao retornarem  a Antioquia os dois Apóstolos encontram um problema entre os cristãos de origem judaica e os de origem  pagã. Trata-se de uma situação concreta, aparentemente fruto de especulações históricas. A pergunta era se os cristãos de origem judaica e os provenientes de familias pagãs poderiam participar da mesma Ceia, isto é, da  mesma Eucaristia, ou fracção do pão. Os convertidos do judaismo poderiam abandonar suas normas alimentares vetero-testamentárias para participarem com os demais cristãos da mesma mesa? Pedro não tinha problemas e fazia refeições com cristãos de origem pagã. Mas, quando chegavam as pessoas da parte de Tiago retraia-se separando-se destes, temendo os circuncidados (Gal 2, 12), isto é, os judeus. Os judeus convertidos seguiam esta atitude ambígua, inclusive o próprio Barnabé.
Tiago - que estava à frente da Igreja de Jerusalém - e os judeus  cristãos viam a Antiga Aliança como um caminho que levava à Nova Aliança, confirmada pelo Sangue  Cristo. Jesus não tinha vindo para abolir a Lei, mas para cumplí-la.
A difusão do Evangelho, a expansão do Cristianismo não estavam limitadas ao povo de Israel, excluindo as massas pagans. Paulo, o grande responsável pela conversão dos pagãos estava convencido disso.  Ele entendia que a Lei não era mais o caminho, era uma etapa já superada.
 Pedro comprendía  a atitude afetiva e histórica dos irmãos de Jerusalém em relação  à Lei. Não só, o Chefe da Igreja temia também a defecção de alguns deles sob a pressão do nacionalismo hebraico.
Em meio a esta situação o fogoso Paulo resolve provocar um escândalo, enfrentando diretamente o velho pescador do Mar da Galiléia: resisti-lhe francamente, porque era censurável… Se tu que és judeu, vives como os gentíos e não como os judeus, com que direito obrigas os pagãos convertidos a viver como os judeus? (Gal 2,11. 14).
Este incidente aconteceu durante uma visita de Pedro a  Antioquia. Trata-se possivelmente de um dos mais delicados encontros dos responsáveis pela Igreja, a respeito da problemática entre judeus-cristãos e cristãos de origem pagã. Abandonar a Lei por parte dos judeus-cristãos era aceitar o domínio estrangeiro dos Romanos. Segundo Paulo, impor a Lei a todos os cristãos era negar aos pagãos o Evangelho.
A diatribe foi solucionada em Jerusalém, através de vários encontos e discursos conciliatórios. Em 49, o Concílio de Jerusalém proclama que somente Cristo é o Salvador. Os pagãos convertidos não estão sujeitos à Lei judaica.

domingo, 7 de agosto de 2011

A RUA DA AMARGURA

ESTAR  NA RUA DA AMAGURA

Expressão usada quando alguém está num péssimo momento na vida, com desalentos que parecem perenes. Rua da amargura, na verdade, é outro nome dado à Via Sacra, o caminho percorrido por Jesus antes da crucificação.  O primeiro registro da expressão vem do século XVI, dita por um frei que visitava Jerusalém. De lá para cá, tornou-se sinônimo de alguém que está na pior.(Brasil, almanaque de cultura popular). 

sábado, 6 de agosto de 2011

"BAIANO BURRO NASCE MORTO"

O Baiano enfrentando o bullying
O Baiano está comendo no balcão de um restaurante de estrada, quando entram três motoqueiros cariocas, tipo "Abutres" (aqueles caras que vestem roupas de couro preto, cheias de coisas cromadas e que gostam de mostrar sua força quando estão em bando).
O primeiro, vai até o Baiano, apaga o cigarro em cima do bife dele e vai sentar na ponta do balcão.
O segundo, vai até o Baiano, cospe no copo dele e vai sentar na outra ponta do balcão.
O terceiro, vira o prato do Baiano e também vai sentar na outra ponta do balcão.
Sem uma palavra de protesto, o Baiano levanta-se, põe o chapéu de palha e vai embora.
Depois de um tempo, um dos motoqueiros diz ao garçom:
- Esse sujeito não era homem!
E o garçom:
- E nem bom motorista ... Acabou de passar, com o SCANIA dele, em cima de três motos !!!

QUANDO LER A BÍBLIA ?




Quando estiver triste, leia: Salmo 33; 40; 42; 43; 51; João 14; Mateus 6,19-34; Filipenses 4

Quando os amigos falham, faltam, leia: Salmo 26 e 35; Mateus 10; Lucas 17; Romanos 12.
Quando houver pecado, leia: Salmo 50; Lucas 15.
Antes do culto na igreja, leia: Salmo 83.
Quando estiver em perigo, leia: Salmos 20 e 90; Mateus 11,25-30; Lucas 8,22-25; 2ª Timóteo 3.
Quando Deus lhe parece estar muito longe, leia: Salmo 138; Filipenses  4,6-9; 1ª Pedro 5,7; Mateus 6,25-34.
Quando estiver desanimado, leia: Isaías 40; Salmo 23;  Mateus 5,4; 1ªJoão 3,1-3.
Quando quiser dar bons frutos, leia: João 15.
Quando estiver cheio  de dúvidas, incertezas,  leia: João 7,17; Lucas 11,1-3.
Quando estiver sozinho e com muito medo, leia: Salmos 22; 42,6-11; 55,22; Hebreus 13,5.
Quando necessitar de paz interior, leia: Salmo 1,1; 4; 85; Lucas 10,38-42; Romanos 5,1-5; Colossenses 3,15.
Quando necessitar de oração, leia: Salmos 4;6;20;22;25;42; Mateus 6,5-15; Lucas 11-1-3; João 17.
Quando estiver doente e na dor, leia: Salmos 32; 38; 41,2-4; 91; Mateus 26,39; Romanos 5,3-5; Hebreus 12,1-11; Tiago 5, 11-15.
Quando estiver na tentação, leia: Mateus 6,24; Marcos 9,42; Lucas 21,33-36; Romanos 13,13; Tiago 1,12; Judas 24,25.
Quando ansioso e impaciente Salmo 13; 37,3-5; Mt 6,25-34; Rm 5,3-5; Fil 5,6-7; Tg 5,7-11; 1 Pd 5,6-7
Quando preocupado por dinheiro Ecl 5,10; Mt  6,19-21; 1 Tm 6,6-10; Hb 13,5-6
Quando estiver com medo Sl 4,8; Is 41,13; Lc 8,22-25; Jo 14,27; 16,33; Rm 8,1.31-39
Quando estiver com medo de testemunhar sua FÉ em Jesus Is 55,10-11; Jr 1,4-9; Mt 5,11-12; 10, 16-20; Rm 10,8-15
Quando se sentir solitário Sl 10,12-14; 25,16-18; 68, 4-6; 146; Mt 28,20; Jo 14,18-19; 1 Pd 5,7
Quando angustiado, sofrendo Mt 5,4; Rm 8, 31-39; 2 Cor 1,3-6; 4, 16-18; 12, 7-10; Tg 1,2-4; Apc 2,10
Quando doente Sl 41, 1-3; 68,19-20; 103,1-5; 146; Is 54,10; Rm 5,1-5; Tg 5,14-15; 1 Pd 5,10-11
Quando enfrentando situação de doença terminal Sl 28; Rm 8, 18-30; 2 Cor 5,1-10
Quando sofrendo por causa da morte de alguém Jo 11,25-26; 1 Cor 15, 50-58; 1 Ts 4, 13-18
Quando passando por situação de desgarça total Jó 1,13-22; Is 55,8-9; Rm 8,28
Quando de saída para uma  viagem Sl 46, 1-3;91, 1-6 . 14-16; 121
Quando enfrentando uma tentação Rm 12,1-2; 1 Cor 10, 12-13; Hb 2,17-18; 4, 14-16; Tg 1, 12-15; 4, 7
Quando sem desejo de participar dos cultos de adoração a Deus Sl 26,8; 84; 133,1; Ef 3,16-17; Hb 10, 23-25
Quando precisando de orientação Sl 16; 25, 4-10; 32,8; 119, 105; Is 30,21
Quando estiver tomando decisões Prv 3, 5-6; 16,3; 1 Cor 10,31; Gl  6,10; Tg 1,5-8;
Quando estiver com raiva Mt 5, 44- 48; Rm 12, 17-21; 1 Cor 13; Col 3, 12-17; Tg 1, 19-20
Quando estiver com inveja Sl 49, 16-20; Tg 3, 13-18
Quando estiver  se sentindo culpado Sl 32; 51; 130; Is 1,18; Lc 15; Jo 6,37; 1 Jo 1, 8-2,2
Quando estiver pensando que Deus abandonou você Sl 22, 1-11; 139, 1-2; Is 49, 14,16; Fl 4, 10-13; Hb 10, 19-25
Quando estiver cansado e desanimado Sl 34, 15-22; Is 40,25-31; Mt 11, 28-30; Hb 12,1-3
Quando estiver procurando o caminho para o céu Jo 3,16; 14, 5-6; Rm 6, 20 - 23; 10, 9-13; Ef 2, 8-9
Quando estiver desejoso de saber como  orar  Mt 6, 5-15; 7, 7-11; Mc 14,36; Jo 15,7; Fl 4,6-7; 1 Ts 5,7; 1 Jo 5, 14-15
Quando estiver agradecido pelas bênçãos de Deus Sl 98; 100; 103; 1 Ts 5,16-18    
Na aflição, angústia, sofrimento  Salmos 2; 16; 31; 34; 37; 38; 40; 139; Mateus 11,28-30; João 14,1-4.
No cansaço  Salmos 6; 17; 55; 60;90; Mateus 11,28-30; Gálatas 6,9; 10.
No agradecimento  Salmos 65; 84; 92; 95; 100; 103; 116; 136; 147; 1ªTessalonicenses 5,18; Hebreus 13,15.
Na alegria  Filipenses 4; Salmos 97; 99; Lucas 1,46-
Salmos especiais para necessidades especiais

Quando estivermos cansados e angustiado, perturbados, Salmo 4.
Quando  sem ânimo, coragem para enfrentar dificuldades e provações, Salmos 12, 41’, 42.
Quando formos perseguidos, Salmos 36.
Quando solitários, abandonados  ou desiludidos de um amigo, Salmo 40.
Quando tentados a confiar em nós mesmos, auto-suficientes,   Salmo 35 e 51.
Quando assustados por uma tempestade, Salmo 28.
Quando  felizes por sentirmos a direção, a mão de Deus, Salmo 33.
Quando estivermos  felizes, com grande alegria, Salmo 97 e  99.
Quando estivermos profundamente arrependidos, Salmo 50.
Quando estivermos agradecidos pelos dons de Deus, Salmo 135.
Quando necessitados de um refúgio, Salmo 45.
Quando estivermos em perigo, Salmo 90.
Quando a vida precisar de um tônico espiritual, Salmo 26.
Quando estivermos prestes a viajar, Salmos 120 e 126.
Quando estivermos preocupados, Salmo 34.
Quando estivermos angustiados nesta vida, Salmos 7; 21; 31; 33.
Quando necessitarmos de confiança, de coragem, Salmos 26; 30; 55; 61.
Quando necessitarmos de saúde, Salmos 6; 26; 38; 40.
Quando estivermos tentados, Salmos 45; 55; 130.
Quando na dúvida e vítima dos seus instintos   Rm 8,1-30.
Quando quiser detectar que forças agem em você, Gálatas 5,13-26.

Oração da Bíblia :

Ó Deus, Pai Misericordioso, iluminai nossos pensamentos para que possamos levar a todos a Boa Nova de Jesus Cristo, vosso Filho. A Bíblia é a fonte da Sabedoria, onde encontramos nosssas raízes mais antigas e vislumbramos as vidas de nossos irmãos e irmãs que professam a Fé em Deus. Que o Espírito Santo nos ajude a compreende~la e tirar dela  palavras que nos ensinem a lutar por uma vida mais digna para todos e com melhor qualidade. Tudo isso vos pedimos, por Jesus Cristo, vosso Filho. Amém.

Oração antes de ler a Bíblia  :

 Jesus, nosso Mestre, vós sois o Caminho, a Verdade e a Vida. Ensinai-nos a Ciência do vosso amor, no espírito de São  Paulo Apóstolo, e da Igreja. Dai-nos o Espírito Santo a fim de aprendermos tudo o que nos dissestes. Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, aconselhai-nos!  
Oração depois de ler a Bíblia :

Jesus Mestre, vós dissestes que a vida eterna consiste em conhecer a vós e ao Pai. Derramai sobre nós os dosn do Espírito Santo. Que Ele nos ilumine, guie e fortaleça no vosso seguimento, porque sois o único caminho para o Pai. Fazei-nos crescer no vosso amor para que sejamos, como São Paulo, testemunhas vivas do vosso Evangelho. Com Maria, mãe, mestra e rainha dos apóstolos, guardaremos a vossa Palavra, meditando-a em nosso coração. Amém.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

SANTOS DO DIA [MÊS DE AGOSTO]

01- Afonso Maria de Ligório
02- Santos Eusébio e Pedro Juliano
04- São João Maria Vianney
05- Basílica de Santa Maria Maior
06- Transfiguração do Senhor
07- Dia do Padre (Domingo)
08- São Domingo
09- Santa Teresa Benedita da Cruz
10- São Lourênço > Dia do Diácono
11- Santa Clara
12- Santa Joana Francisca de Chantal
13- Santos Ponciano e Hipólito
14- Vigésimo Domingo Comum,  Dia dos Pais
16- Santo Estévão da Hungria
19- São João Eudes
20- São Bernardo
21- Assunção de Nossa Senhora, Dia dos Religiosos
22- Nossa Senhora Rainha
23- Santa Rosa de Lima
24- São Bartolomeu
25- Santos Luís e José Calazans
27- Santa Mônica
28- Dia dos Catequistas, 22 Domingo Comum
29- Martírio de São João Batista
31- São Raimundo Nonato

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

VOCÊ SABIA?




Momento Manguaça Cultural

Antigamente, no Brasil, para se ter melado, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo.
Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
Porém um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou.
O que fazer agora?

A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.

No dia seguinte, encontraram o melado azedo fermentado.
Não pensaram duas vezes e misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo.

Resultado: o 'azedo' do melado antigo era álcool que aos poucos foi evaporando e formou no teto do engenho umas goteiras que pingavam constantemente.
Era a cachaça já formada que pingava. Daí o nome 'PINGA'.

Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores ardia muito, por isso deram o nome de 'ÁGUA-ARDENTE'

Caindo em seus rostos escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar.

E sempre que queriam ficar alegres repetiam o processo.

(História contada no Museu do Homem do Nordeste).

Não basta beber, tem que conhecer!



RELIGIÃO - 2


A Igreja de Cristo na história dos homens (Cont. II)
P. Antenor de Andrade Silva, sdb.

Os  grupos que se juntaram  aos Doze

Ao lado dos Apóstolos se juntaram judeus praticantes, frequentadores assíduos do Templo de Jerusalém  e os que assim se denominavam, mas viviam à margem da religião oficial.
Havia um bom número composto por antigos discípulos de João Batista. Viviam no Mosteiro de Qumram na margem ocidental do Mar Morto, não muito distante de Jerusalém. Os muitos sacerdotes que aderiam à fé (At 6,7) tiveram possivelmente um papel importante na organização da liturgia em Jerusalém.
Havia também  estrangeiros, provenientes de fora da Palestina. Na bacia do Mediterrânio encontravam-se diversos grupos de judeus que ali se haviam estabelecido desde os tempos do Exílio. Esses hebreus, também chamados da Diápora[1] eram mais numerosos que os próprios conterrâneos que viviam na Palestina.  Os Atos falam-nos que um desses primeiros convertidos, um levita, chamava-se Bárnaba e era originário da Ilha de Chipre, em pleno Mediterrâneo (At 4, 36).
Nota-se, por conseguinte que inicialmente a Boa Nova do Evangelho difundiu-se entre os judeus da Palestina de cultura hebraica e os de cultura grega que viviam fora da própria terra e geralmente falavam o idioma grego.  Utilizavam-se ambas os idiomas, o aramaico e o grego.

A Comunidade de Jerusalém

Os Doze eram originários da Palestina, hebreus que continuaram a observar as normas do Judaismo. Muitos judeus escutavem e seguiam as pregações apostólicas, sem se desligram das normas da Lei (At 21,20), como a circumcizão. Os primeiros cristãos de Jerusalém observavam as purificações da Lei mosaica e frequentavam as orações que se faziam no Templo ( At 2,46).
Os cristãos já naqueles tempos se consideravam o Novo Povo de Deus.  Não só, julgam-se destinados por Deus a converterem todos os povos, começando pelos irmãos  judeus de Jerusalém. Continuam participando da vida religiosa do próprio povo, enquanto  se reúneme também entre si. Há encontros no Cenáculo, nas próprias casas como na de Maria, Mãe de João, cujo sobrenome era Marcos (At 12,12). Faziam orações, como o Pai Nosso de Jesus, refletiam sobre suas parábolas. Um dos grandes desejos que exprimiam naquelas reuniões era ao pedido do retorno de Jesus. Expressasavam-no a través do refrão em aramaico: “Maranà tha”!, Vem Senhor Jesus! Em suas casas eram assíduos na fração do pão, lembrando e repetindo o gesto de Cristo que havia benzido o pão e o vinho e distribuido aos seus Apóstolos.
Outro aspecto interesando na Comunidade de Jerusalém era a condivisão dos bens, assim como Jesus e seus discípulos também tinham um Caixa comum. É possível que esse gesto de colocar a mesa e os bens em comum tenha sido introduzido pelos cristãos provenienes dos lugares próximos a Qumran, já que era comum entre os essênios.
Constituidos por um grupo ainda restrito essa prática não apresentava tantos problemas. O ecritor Lucas nos apresenta um quadro bastante plástico do que então era vivido pelos nossos primeiros irmãos em Cristo.

         Todos os que viviam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens e dividiam-nos por todos, segundo a necessidade de cada um” (At 2 44,45).

Lucas, no entanto, apresenta só o episódio do Chipriota Barnabé que vende seu terreno e entrega aos Apóstolos a importância para o bem comum (At 4, 36,37). Quanto a Ananias e Safira os dois foram castigados não porque tivessem entregue à comunidades só uma parte do dinheiro adquirido com a venda do campo, mas porque mentiram (At 5, 1-11).
Aumentando a número dos discípulos a prática da colocação dos bens em comum tornou-se mais problemática no que dizia respeito à distribuição equânime dos bens (At 6,1).
A distribuição da ração diária eram feita em primeiro lugar aos que falavam o aramaico, aos hebreus. Em seguida aos que falavam o grego, vindos da Diáspora e residentes em Jerusalém. Estes reclamavam, alegando que suas viúvas ficavam prejudicadas. O problema foi solucionado com a escolha de um gupo dos Sete que se encarregaram dos helenistas de Jerusalém ( At 6,3-6).


[1] Diáspora (significa dispersão) judaica, segundo o pensamento bíblico, é o resultado da quebra do pacto entre Javé o seu povo escolhido. A história apresenta duas diásporas. A primeira teria acontecido no ano de 586 a.C., quando Nabucodonosor II — imperador babilônico — invadiu o Reino de Judá, destruindo a cida de Jerusalém, juntamente com o maior tesouro judaico, o Templo. Os judeus foram então deportados  para a Mesopotâmia. É o que conhecemos por Diáspora da Babilônia.
Uma parte do povo retornou à Palestina no tempo do Rei Ciro I. No entanto, a dispersão do povo teve lugar mais precisamente em 722 a.C, quando os Assírios destróem o Reino de Israel ao Norte da Palestina.
         A Segundo Diáspora encontramos durante o dominio Romano no ano 70 d.C, quando Jerusalém foi novamente arrasada. Os judeus se estabeleceram na Ásia Menor, África do Sul e Europa.