sexta-feira, 9 de março de 2012

O coração não é uma praça, mas um templo

O coração não é uma Praça mas um Templo Evangelho do III Domingo da Quaresma ROMA, quinta-feira 8 de março de 2012 (ZENIT.org) – Ex 20,1-17 "Naqueles dias, Deus pronunciou todas estas palavras, dizendo: “Eu sou Iahweh teu Deus, que te fez sair da terra do Egito, da casa da escravidão. Não terás outros deuses diante de mim (...). Jo 2,13-25 "Estando próxima a Páscoa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém.

As mulheres migrantes

Justiça e cuidados para as mulheres migrantes São cem milhões, segundo informe da Caritas Internacional ROMA, quinta-feira, 8 de março de 2012 (ZENIT.org) - Hoje emigram mais mulheres sozinhas do que nunca. Elas vão em busca de uma vida melhor. Mas a Caritas Internacional denuncia que não existem sistemas eficazes para evitar a sua exploração e maus tratos. Num informe publicado nesta quarta-feira, véspera do Dia Internacional da Mulher, a Caritas afirma que os governos e os serviços sociais que se ocupam dos migrantes precisam abordar as necessidades específicas das mulheres que emigram. O relatório O rosto feminino da migração: incidência e melhores práticas para as mulheres que emigram e para as famílias que ficam documenta os desafios enfrentados por mais de cem milhões de mulheres que procuram oportunidades fora do próprio país e viajam sem a família. Algumas encontram trabalhos melhores, oportunidades de formação e mais liberdade. Mas, com excessiva frequência, se vêem enganadas, maltratadas, violentadas ou discriminadas durante a viagem ou quando chegam ao país de destino. “Temos que mudar urgentemente a nossa maneira de pensar sobre a emigração das mulheres, porque os sistemas existentes estão fracassando, não protegem as mulheres que emigram”, diz Martina Liebsch, responsável pela Incidência da Caritas Internacional. “Com frequência, os maus tratos são invisíveis.

Mulher, trabalho, filhos

Mulher e trabalho: Carreira ou filhos? Favorecer a missão da mulher na família é remédio para a sociedade e lucro para o Estado ROMA, quinta-feira, 08 de março de 2012(ZENIT.org) - Vivemos hoje em uma sociedade onde uma determinada cultura procura destacar-se de Deus, cancelar todos os valores que são a vida, o compromisso, a fidelidade, a atenção ao outro e que a mulher sempre transmitiu para a família porque é intrínseca na sua feminilidade.Fazendo acreditar que a própria realização da mulher esteja fora do âmbito familiar, em outros campos, propondo tudo como uma conquista, uma libertação, uma meta de felicidade garantida. Segunda esta ‘visão’ a ‘vocação para a família’, o ocupar-se principalmente do marido e dos filhos, parece ser coisa de outros tempos, quase impensável e considerada até frustrante por muitas mulheres.

Agradecimento às mulheres

Agradecimento às mulheres Mensagem da CNBB pelo Dia Internacional da Mulher BRASILIA, quinta-feira, 08 de março de 2012(ZENIT.org) - Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida, Presidente da CNBB; Dom José Belisário da Silva, Arcebispo de São Luís do Maranhão,Vice-Presidente da CNBB ; Dom Leonardo Ulrich Steiner, Bispo Auxiliar de Brasília, Secretário Geral da CNBB enviam mensagem à todas as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher.

papel do idoso na sociedade

Troca de plantão

Veja que belas fotografias

http://www.youtube.com/watch_popup?v=ThFCg0tBDck

quinta-feira, 8 de março de 2012

Papel dos idosos na sociedade

Qual é o papel dos idosos na nossa sociedade? Solidariedade entre as gerações para garantir trabalho e aposentadorias ROMA, quarta-feira, 7 de março de 2012 (ZENIT.org) - Estamos diante de uma situação sem precedentes na história humana, derivada do aumento na expectativa de vida. É uma vitória sobre a doença e sobre as causas da morte, devida a uma dieta melhor, ao progresso da medicina, às medidas de segurança e de solidariedade social. Entretanto, todas as idades da vida em nosso mundo têm atividades peculiares e prevalentes: o estudo na juventude, o trabalho na idade adulta... Falta um exame adequado da longevidade. Se Deus nos permitiu prolongar a vida, certamente quis que as pessoas dessem frutos também na estação da velhice. E qual seria o papel do idoso na nossa sociedade? Não podemos evitar esta questão neste Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre as Gerações. Os idosos são, em nossa "sociedade de consumo", geradores reais de relações: pontes entre uma geração e outra. E precisamos da solidariedade entre as gerações. Os idosos são um grande trunfo para a sociedade. Seu conhecimento, sua experiência e sabedoria são um legado para os jovens, agora mais do que nunca precisados de professores da vida. O beato João Paulo II, em particular, sugere pistas úteis para a reflexão. Ele reservou aos idosos, com quem dividiu a idade e a condição, um lugar de destaque no seu ministério pastoral. Através de uma série de manifestações significativas, ele quis identificar e descrever o carisma específico e a vocação da "terceira idade" no contexto da comunidade civil e eclesial. Na "Carta aos Idosos", de 1º de outubro de 1999, às vésperas do ano jubilar, quando Karol Wojtyla completava oitenta anos, ele sublinhou o importante testemunho da terceira idade como um período marcado pelo despertar espiritual da pessoa, no contexto das indagações levantadas pela própria experiência de vida. A carta cita o Salmo 90: "Os anos de nossa vida são setenta, oitenta para os mais fortes; mas quase todos são fadiga, sofrimento; passam depressa". A Sagrada Escritura atesta numerosos exemplos de homens e mulheres chamados por Deus na vida madura. Eles responderam a essa vocação e tal resposta lhes abriu horizontes inesperados de bênção e de prosperidade, não só para eles, mas também para os seus descendentes, como no caso de Abraão e de Sara, que se tornaram pais contra toda expectativa razoável, ou de Moisés, a quem Deus pediu que conduzisse o povo eleito no êxodo rumo à Terra Prometida. O poder de Deus supre a insuficiência humana, e a velhice, na sabedoria bíblica, não é apenas a fase final da maturidade humana, mas também uma expressão da bênção de Deus. João Paulo II declara enfaticamente que não existem vidas insignificantes ou inúteis, como às vezes parece sentir-se no contexto sócio-cultural contemporâneo, caracterizado por uma mentalidade produtivista. "O idoso", diz o papa, e eu também encerro com as palavras dele, "ajudam a olhar para os assuntos terrenos com mais sabedoria, porque as vicissitudes lhes trouxeram o conhecimento e a maturidade. Eles são os guardiões da memória coletiva e, portanto, os intérpretes privilegiados daquele conjunto de ideais e valores comuns que regem e guiam a vida em sociedade. Excluí-los é refutar o passado, em que está enraizado o presente, em nome de uma modernidade sem memória. Os idosos, por causa da sua experiência amadurecida, são capazes de oferecer aos jovens conselhos e ensinamentos preciosos"(Carta aos Idosos, 10). Enrico dal Covolo, reitor da Pontifícia Universidade Lateranense

O estresse e a constante prontidão dos sacerdotes

Padres no divã: sabores e dissabores da pastoral Livro ajuda a reconhecer e lidar com os problemas da vida psico-afetiva dos padres ROMA, quarta-feira, 7 de março de 2012 (ZENIT.org) – No próximo dia 12, a Universidade Pontifícia Salesiana em Roma oferecerá um seminário de estudos sobre o livro Padres no Divã (Editora Giunti), de Giuseppe Crea e Fabrizio Mastrofini, cuja proposta é detectar os problemas dos padres italianos de hoje e entender como eles tentam resolver as suas dinâmicas pessoais e os pedidos de ajuda dos fiéis, além de aumentar a sua segurança, empatia, resiliência e relacionamentos autênticos com a comunidade. Giuseppe Crea, sacerdote missionário comboniano, é psicólogo e psicoterapeuta, com vários anos de trabalho como professor em universidades pontifícias. Recebe numerosos sacerdotes que, vivendo situações traumáticas, precisam enfrentar momentos de ansiedade, angústia , derrotismo e ressentimento. Ele os ajuda a recuperar a sua identidade e a se posicionarem contra os condicionamentos. Mastrofini, jornalista, trabalha com informação religiosa e de comunicação, assunto sobre o qual publicou vários volumes. Presta especial atenção às situações de crise em que muitos sacerdotes se acham e as descreve com honestidade profissional, promovendo a consciência de que é oportuno consultar um psicoterapeuta para recuperar o bem-estar interior, sem tapumes nem superestruturas ideológicas. Participarão como palestrantes o profº Hans Zollner, vice-reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana; a profª Lucetta Scaraffia, da Universidade La Sapienza; o profº Zbigniew Formella, diretor do Instituto de Psicologia da Universidade Salesiana. Suas palavras certamente ressaltarão que os sacerdotes são um trunfo para toda a Igreja e que o seu ministério sacerdotal é um dom a acolher, mas também que é necessário dar a esse dom uma resposta concreta todos os dias, através do testemunho sincero e autêntico do evangelho, vivido e realizado num estilo de vida pastoral que mostre o amor de Deus nas diferentes situações em que cada um trabalha. É interessante notar que, nestes tempos de "emergêcia educacional", existe uma necessidade generalizada de esperança, do sentido profundo da identidade do sacerdócio, porque o ser e o fazer neste ministério são integrados, tal como indicado na exortação apostólica Pastores Dabo Vobis, “no espírito e à maneira de Jesus, o Bom Pastor” (nº 73). Aqueles que são chamados ao ministério pastoral, seja o diocesano ou o religioso, são chamados a guardar com amor o dom da verdade que carregam dentro de si, e o fazem vivendo na caridade o serviço que lhes foi confiado. O livro de Crea e Mastrofini, a partir da riqueza do dom sacerdotal, faz pensar nos riscos e na fragilidade de quem é chamado, quando a sua lealdade vacila diante dos problemas psicológicos individuais e da sobrecarga pastoral. Como pastores, os padres respondem a um chamado em prol do bem dos outros, “num clima de constante prontidão para atender as necessidades e exigências do rebanho" (ibid., nº 28. ), até serem completamente absorvidos pela missão apostólica. Às vezes, eles se encerram numa visão privada e redutiva da própria vocação com um enorme e problemático impacto no processo de crescimento emocional e afetivo, que está sujeito a bloqueios significativos e perigosos. Com base na experiência clínica, Giuseppe Crea confirma que os padres podem se sentir sobrecarregados pelos muitos desafios pastorais, por condições de excesso de trabalho que, eventualmente, são prejudiciais do ponto de vista psicológico. O decreto conciliar Presbyterorum ordinis comenta: "Os sacerdotes, imersos e agitados por um grande número de compromissos decorrentes da sua missão, podem se perguntar com ansiedade real como harmonizar a vida interior com as exigências da ação externa" (cf. nº 14). O livro se concentra com atenção nessa questão angustiante, que o autor não hesita em chamar de existencial, porque ela afeta o significado da vida sacerdotal, ou seja, o de harmonizar a construção de uma clara identidade pessoal com um ambiente que muitas vezes pressiona duramente as certezas e as próprias fragilidades intrapsíquicas. Se os sacerdotes não conseguem recuperar nas profundezas de si mesmos as energias necessárias, ficam suscetíveis ao turbilhão de coisas a fazer até se sentirem estressados ​​e emocionalmente esgotados: é uma síndrome que vai além da fadiga ou do desconforto específico, e que pode se tornar um neurose pastoral real. Isto requer constante atenção sobre si mesmos, sobre as suas necessidades humanas e psicológicas, mas também uma atenção constante para com Aquele que os chama a ser servidores, Jesus, o Bom Pastor, que conhece a disponibilidade e os limites de cada um e sabe o momento adequado para convidá-los, como no evangelho de Marcos: "Vamos para um lugar deserto e descansai um pouco" (Mc 6, 31). É por isso que cada sacerdote deve ser capaz de controlar o modo de viver a caridade pastoral, para integrar o chamado vocacional com as suas realidades humanas e psicológicas, participando ativamente, assim, em seu próprio processo de conversão e de crescimento, que deve ser realizado na vida cotidiana. Olhando para o futuro, é preciso integrar o entusiasmo pela vocação com um realismo saudável, que leve em conta as muitas perguntas levantadas pelo trabalho de testemunhar o amor de Deus nos vários areópagos da missão pastoral. Fica claro, a partir do livro de Crea e Mastrofini, que é necessário repensar profundamente a formação permanente dos sacerdotes, libertando-a de um conceito superficial ou de uma visão simplista que a relega a eventos extraordinários ou a miraculosos anos sabáticos. Devemos, antes, redescobri-la como um verdadeiro método de vida, que ajuda as pessoas a integrar as diversas dimensões humanas (incluindo a afetiva) com o caminho de conversão espiritual, porque, com esta perspectiva de crescimento integral, as pessoas podem aprender a ser fiéis ao seu projeto vocacional. Eugenio Fizzotti