domingo, 3 de junho de 2012

Ilha das flores


A revolta do burrinho


A ovelha e o pescador

Cuidado com as ovelha, por vezes são lobos camuflados.

A morte do velho padre



O velho padre, durante anos, tinha trabalhado fielmente com o povo  africano, mas voltou ao Brasil, doente e moribundo. No Hospital Geral de  Brasília, é  a notícia da hora.

Já nos últimos suspiros, ele  faz um sinal à  enfermeira, que se aproxima.
- Sim, Padre? diz a enfermeira.
- Eu queria ver dois  proeminentes políticos antes de morrer, Renan  Calheiros e o Sarney, sussurrou o padre.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A figueira estéril (Mc 11,12-19

A figueira estéril.  Mc 11, 12-19
(breve comentário)
O episódio é emblemático, simbólico. Os profetas costumavam transmitir suas mensagens através de histórias verídicas ou inventadas.
A maldição da figueira antecipa o que aconteceria com o Templo de Jerusalém, onde no dia anterior Jesus tinha expulsado os vendedores, pois profanavam aquela Casa de oração (Mc 11,11). Certamente na mente do Senhor estava ainda impressa a cena do dia anterior. Aquela da expulsão dos vendedores do Templo e ainda mais o fato de que se aproximava sua hora, o momento supremo de sua morte, ali na Capital, Jerusalém. Todos aqueles pensamentos haviam dominado e perturbado sua noite.
Voltemos à figueira. Podemos ver na abundância das folhas que escondiam a ausência de frutos a imagem da religiosidade farisaica, opressora e exploradora do povo. Jesus não concordava com aquele tipo de religião e o combatia. Por isso suas constantes diatribes com os fariseus. A falta de misericórdia e de caridade dos dirigentes era o retrato da ausência de frutos na árvore.
A fome física que Jesus sentia correspondia por outro lado, à fome, ao amor, à misericórdia, à bondade que o povo não encontrava no Templo, cujos pregadores só exploravam e enganavam as multidões que ali iam procurar paz e palavras de conforto e esperança.
O alimento físico que a figueira deveria fornecer e não produzia era a figura do que acontecia no Templo, onde o povo sequiosamente ia procurar e não encontrava. Jesus condenando aquela árvore anatematizava também um Israel estéril e explorador do povo.
Não nos comportemos como a figueira estéril do Evangelho, mas produzamos frutos permanente e constantes de amor ao próximo e a Deus.


Evangelho do dia, 1o de junho

«Tudo o que pedirdes na oração, crede que já o recebestes»
Hoje fruto e petição são palavras chave no Evangelho. O Senhor aproxima-se a uma figueira e não encontrou frutos: somente folharada, reagiu maldizendo-a. Segundo Santo Isidoro de Sevilha, "Figo" e "fruto" têm a mesma raiz. Ao dia seguinte, os Apóstolos surpresos, lhe dizem: «Rabi, olha, a figueira que amaldiçoaste secou» (Mc 11,21). Em resposta, Jesus Cristo lhes fala de fé e de oração: «Tende fé em Deus» (Mc 11,22).

Há pessoas que quase não rezam, e quando o fazem, procuram que Deus lhes resolva um problema complicado no qual já não vêem a solução. E o justificam com as palavras de Jesus que acabamos de ouvir: «Tudo o que pedirdes na oração, crede que já o recebestes, e vos será concedido» (Mc 11,24). Têm ração e é humano, compreensível, e lícito que, ante os problemas que nos superam, confiemos em Deus, em alguma força superior a nós.

Mas tenho que acrescentar que toda oração é "inútil" («vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais»: Mt 6,8), na medida em que não tem uma utilidade prática direta, como —por exemplo— acender uma luz. Não recebemos nada em troca por rezar, porque todo o que recebemos de Deus é graça sobre graça.

Então, não é preciso rezar? Ao contrário: já que agora sabemos que é graça, a oração tem mais valor: porque é "inútil" e é "gratuita". Ainda com tudo, existem três benefícios que nos dá a oração de petição: paz interior (encontrar ao amigo Jesus e confiar em Deus relaxa); pensar sobre um problema, racionalizá-lo, e saber traçá-lo é já tê-lo quase resolvido; e em terceiro lugar ajuda-nos a discernir entre aquilo que é bom e aquilo que tal vez por causa do nosso capricho queremos em nossas intenções da oração. Então, a posteriori, entendemos com os olhos da fé o que Jesus diz: «Tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho» (Jo 14,13).


quinta-feira, 31 de maio de 2012

Evangelho de hoje

Meditando o Evangelho de hoje

Dia Litúrgico: 31 de Maio: A Visitação da Virgem
Evangelho (Lc 1,39-56): Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou de alegria em seu ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com voz forte, ela exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre. Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!».

Maria então disse: «A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque ele olhou para a humildade de sua serva. Todas as gerações, de agora em diante, me chamarão feliz, porque o Poderoso fez para mim coisas grandiosas. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os que tem planos orgulhosos no coração. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Encheu de bens os famintos, e mandou embora os ricos de mãos vazias. Acolheu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre». Maria ficou três meses com Isabel. Depois, voltou para sua casa.
Comentário: Mons. F. Xavier CIURANETA i Aymí Bispo Emérito de Lleida (Lleida, Espanha)
«O menino pulou de alegria no meu ventre»
Hoje contemplamos o fato da Visitação da Virgem Maria a sua prima Isabel. Tão rapidamente como lhe foi comunicado que tinha sido escolhida por Deus Pai para ser Mãe do Filho de Deus e que sua prima Isabel tinha recebido também o dom da maternidade, caminha decididamente até a montanha para cumprimentar sua prima, para compartilhar com ela o gozo de terem sido agraciadas com o dom da maternidade e para servi-la.

A saudação da Mãe de Deus provoca que o menino, que Isabel leva no seu ventre, pule de entusiasmo dentro das entranhas de sua mãe. A Mãe de Deus, que leva Jesus no seu ventre é causa de alegria. A maternidade é um dom que gera alegria. As famílias alegram-se quando há um anúncio de uma nova vida. O nascimento de Cristo produz certamente «uma grande alegria» (Lc 2,10).

Apesar de tudo, hoje em dia, a maternidade não é devidamente valorizada. Freqüentemente colocam-se em primeiro lugar outros interesses superficiais, que são manifestação de comodidade e de egoísmo. As possíveis renúncias que comporta o amor paternal e maternal, assustam a muitos matrimônios que, talvez pelos meios que receberam de Deus, devessem ser mais generosos e dizer “sim” mais responsavelmente a novas vidas. Muitas famílias deixam de ser “santuários da vida”. O Papa João Paulo II constata que a contracepção e o aborto “têm as suas raízes numa mentalidade hedonista e irresponsável a respeito da sexualidade e pressupõem uma concepção egoísta da liberdade, que vê na procriação um obstáculo ao desenvolvimento da própria personalidade».

Isabel, durante cinco meses, não saía de casa, e pensava: «Isto é o que o Senhor fez por mim» (Lc 1,25). E Maria dizia: «A minha alma glorifica o Senhor (…) porque pôs os olhos na humildade da sua serva» (Lc 1,46.48). A Virgem Maria e Isabel valorizam e agradecem a obra de Deus nelas: a maternidade! É necessário que os católicos reencontrem o significado da vida como um dom sagrado de Deus aos seres humanos.

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